Cabo Verde – Programas Educacionais

 

Caros Educadores,

O Museu da Baleia de New Bedford orgulha-se em apresentar este currículo. Usamos este modelo para servir dezenas de milhares de alunos. É um programa financeiramente acessível, porque pedimos a voluntários para guiar os alunos pelas nossas galerias. As galerias são grandes recursos para desenhar e implementar projetos. Esta abordagem multidisciplinar permite integrar muitas competências essenciais. Os alunos podem concluir projetos específicos sob a supervisão direta dos educadores do Museu.

O site do Museu da Baleia contém vários recursos e atividades, permitindo que a sua experiência se estenda ao outro lado do oceano. As ligações e os downloads portugueses são atualizados regularmente com conteúdo novo. Os nossos educadores de língua portuguesa estão prontos para trabalhar consigo através de tecnologias de áudio-conferência. O Museu da Baleia está disponível para o ajudar. Embora possamos estar a milhares de quilómetros, o ensino à distância liga-nos imediatamente. Estamos prontos para servir todas as suas necessidades de aprendizagem, como parceiro de longa distância.

Sinceramente,

Sarah W. Rose, Conservadora de Educação

 

 

Introdução

Muitos cabo verdianos podem traçar e ligar as suas raízes a tripulantes de navios baleeiros. New Bedford do Século XIX era o centro global do negócio da baleação e a cidade mais rica, per capita, na América. Vários cabo verdianos desempenharam um papel crítico no sucesso da cidade. O Museu da Baleia de New Bedford relata as contribuições dos cabo verdianos para o surgimento da presença marítima da América. Em 2011, o Museu instalou, no seu núcleo, a Exposição Marítima de Cabo Verde. Em 2014, o Museu criou uma exposição itinerante, internacional, intitulada Yankee Baleeiros, que foi exibida nos Estados Unidos e em Cabo Verde. Esta nova exposição permanente em Cabo Verde é o resultado de uma estreita cooperação entre o Ministério da Cultura da República de Cabo Verde e do Museu da Baleia de New Bedford.

 

Meta Educacional

 

Através de programas de educação formal e informal, o Museu oferece experiências significativas para estudantes, educadores, investigadores e entusiastas, projetadas para promover uma comunidade de aprendizes ao longo da vida.

  • Envolver-se ativamente em esforços para melhorar o nível educacional
  • Refletir e promover as culturas e comunidades de Cabo Verde
  • Fornecer tecnologias digitais para ampliar a aprendizagem
  • Oferecer experiências práticas e multisensoriais significativas para estudantes e educadores
  • Aumentar o número de escolas e estudantes atendidos
  • Aprofundar as parcerias universitárias com professores e alunos
  • Introduzir a experiência do Museu a públicos mais jovens
  • Comunicar e defender uma mensagem de conservação e preservação da baleia
  • Estabelecer parcerias com organizações sinérgicas para alavancar o impacto

 

Programas

 

Tudo Sobre Baleias

As baleias fazem parte de um grupo que os cientistas chamam cetáceos – mamíferos marinhos com corpos hidrodinâmicos, que deslizam facilmente no seu ambiente aquoso, barbatanas caudais horizontais, barbatanas dorsais para direcionarem o sentido do seu movimento e uma camada de gordura diretamente sob a pele. De acordo com a Society for Marine Mammalogy, 90 espécies de baleias, golfinhos e botos estão incluídos na ordem Cetacea (do latim, Cetus, que significa baleia).  

Existem muitos tipos de baleias: azul, comum, anã, jubarte, cachalote, franca do Atlântico Norte e baleias piloto, para citar alguns. De maior interesse para os antigos baleeiros Americanos eram as baleias francas e os cachalotes.

Existem 14 espécies reconhecidas de baleias com barbas e 72 espécies de baleias dentadas. Os cachalotes (odontocetes) têm dentes. Os cachalotes lutam com a sua presa favorita, a lula gigante. Os cachalotes são excelentes mergulhadores, podendo mergulhar 1,5 km e podendo conter a respiração por (e no máximo) 90 minutos. Moby Dick é o nome do cachalote albino ficcional no romance de Herman Melville, Moby Dick, considerado uma das maiores obras da literatura Americana. As barbas das baleias são um material forte, mas flexível, feito de queratina, a proteína que compõe o nosso cabeloe unhas. As baleias com barbas são filtradoras de alimento. Podem consumir 4 toneladas do minúsculo krill por dia, equivalente a aproximadamente 40 milhões de unidades de krill.

As baleias com dentes utilizam a “ecolocalização”, um processo de utilização do som para caçar e navegar. A ecolocalização torna possível encontrar comida nas águas escuras do oceano. As baleias são inteligentes? A evidência parece dizer-nos que sim. Golfinhos, cachalotes, orcas e jubarte exibem atributos culturais e capacidades linguísticas. Algumas espécies de baleias continuam a ser caçadas comercialmente, apesar da controvérsia global. Estas incluem as baleias-comuns, baleias-anãs, baleias de Bryde, sardinheiras, jubarte e cachalotes. A caça comercial de baleias é ilegal na maioria dos países. Os membros da Comissão Baleeira Internacional votaram a favor da cessação da caça à baleia em 1982. Esta votação entrou em vigor em 1986. A Islândia e a Noruega continuam a caçar baleias, desafiando o voto da CBI. O Japão conduz “baleação científica”.  Alguns povos nativos, tais como os Inupiat no norte do Alaska, desenvolvem caça de subsistência.

Pergunta Guiada: Como é que as atitudes sobre a conservação da baleia mudaram ao longo do tempo? Porquê?

Atividade # 1 Comparações entre Baleias

*** O golfinho mais raro é o golfinho-de-maui, uma subespécie do golfinho-de-hector. Há menos de 50 no mundo inteiro.

 

As Vidas e a Linguagem das Baleias

Cada espécie de baleia faz sons distintos para finalidades diferentes. Algumas delas usam ultra-altas ou baixas frequências, sons que não são alcançadas pela audição humana sem que sejam modificados eletronicamente. Os sons das baleias jubarte a alimentarem-se na costa de Massachusetts diferem daqueles que muitos de nós estamos acostumados a ouvir. Os cachalotes fazem estalidos e reconhecem os sons uns dos outros. E as mães e os jovens usam esses estalidos para saberem o respectivo paradeiro de cada um. A espécie de baleias mais ameaçada, a baleia franca, faz seis sons distintos, incluindo um conhecido em inglês como o “gunshot”, que tem uma função social. As baleias-anãs fazem um som misterioso conhecido em inglês como “boings”, que são registados apenas no Oceano Pacífico. Os golfinhos comuns fazem uma combinação de estalidos e assobios para comunicarem entre si e se localizarem. Os golfinhos são muito sociais, brincalhões e acrobáticos. “Conversam” em grupo de, por vezes,  centenas. Os sons artificiais no oceano podem interferir nas comunicações com baleias. As Marinhas de alguns países usam um sonar baixa frequência, que pode viajar milhares de quilómetros a partir do ponto de emissão, perturbando a vida de inúmeros mamíferos marinhos.

Pergunta Guiada: Porque razão as águas na região de Cabo Verde são a zona de eleição da baleias (especialmente baleias jubarte) para terem as suas crias?

 

Atividade # 2 Como é que as baleias vêem?

Atividade # 3 Como é que as baleias ouvem?

Atividade # 4 Como é que as baleias se mantêm quentes?

Atividade # 5 Que tamanho têm as baleias?

*** O cérebro mais pesado pertence ao cachalote. Tem uma média de 17,5 libras (7,9 kg), mas pode pesar até 20 libras (9,7 kg).

 

Por que é que se começaram a caçar baleias?

Antes da era do petróleo, havia apenas a luz do fogo, da lareira, da gordura animal e da gordura da baleia transformada em óleo para iluminação. À medida que a procura global crescia, toda uma indústria se desenvolvia para caçar e processar baleias para obter o óleo que iluminaria o mundo por três séculos e as barbas das baleias, que eram o “plástico” daquela época. Apesar de os holandeses e ingleses terem iniciado a baleação, no início do Século XIX, os Estados Unidos, liderados por New Bedford, tinham a indústria baleeira mais produtiva do mundo. No entanto, à medida que sucesso da indústria começou a ameaçar a sobrevivência das baleias, as novas tecnologias fizeram o seu óleo menos vital. E enquanto a baleação deixou New Bedford no início do Século XX, a perseguição das baleias continuou na Europa e na Ásia a níveis diferentes da caça eficiente, o que prolongou o custo ao nível demográfico da espécie. O movimento em direção à preservação das baleias ocorreu quando os caçadores de baleias se tornaram tão bons a apanhá-las, que foi necessária regulamentação internacional para evitar o seu extermínio total.

Pergunta Guiada: Que tipos de baleias eram mais procurados? Porque é que algumas das espécies eram mais procuradas do que outras?

Atividade # 6  Teste de flutuabilidade

 

New Bedford: A Capital de Baleação do Mundo

Em 1774, dois anos antes da Revolução Americana, a frota da colónia contava com 360 navios em 15 portos da Nova Inglaterra e Nova Iorque. Nessa altura o porto de Dartmouth, mais tarde chamado New Bedford, Massachusetts, começou a sua ascensão, como um centro da baleação.

A caça americana à baleia foi interrompida durante a Revolução Americana, enquanto navios Britânicos bloqueavam portos Americanos e ameaçavam navios Americanos no alto mar, capturando ou destruindo muitos deles. Após a independência, a caça à baleia começou a crescer até que as hostilidades voltaram a surgir com a Grã-Bretanha.   

*** Que se conheça, a baleia mais velha foi uma baleia-da-Groenlândia que viveu até aos 211 anos de idade.

 

Baleias e Caça

A caça à baleia era um negócio arriscado tanto física como economicamente. No seu exercício,  as lesões e a morte eram comuns em quase todas as viagens. Muitos navios foram perdidos. Poucos indivíduos ficaram ricos caçando baleias e a maioria deles eram proprietários e agentes, não tripulantes. As respostas para o porquê de tantas pessoas entraram no setor da baleação são muitas e variadas, mas o princípio subjacente é o de que os produtos derivados de baleia tinham um forte valor comercial se se soubesse como explorá-lo.

Em “Homens e Baleias”, Richard Ellis escreve que, até o começo do Século XX, a caça à baleia era considerada uma ocupação admirável. “. . . É somente através da lente de retrospectiva que o trabalho do baleeiro se torna malicioso ou cruel. . . O óleo era necessário para a luz e lubrificação; as barbas eram necessárias para aros de saia e espartilhos. Que as baleias tiveram que morrer para prover essas coisas é um facto da vida dos Séculos XVII, XVIII e XIX.”

*** A maior família de cetáceos (baleias, golfinhos e botos/toninhas) são os golfinhos. Existem 38 espécies diferentes.

 

New Bedford e a Época de Ouro da Baleação Americana

Depois de terminar a guerra de 1812 com a Inglaterra, os navios baleeiros americanos, clássicos, generalizaram-se. Estes navios robustos eram navios de vela quadrada de aproximadamente 300 toneladas. As tripulações consistiam em 30 a 35 homens e os navios transportavam entre três a cinco baleeiras. Eram equipados com instrumentos para a caça à baleia e provisões suficientes para uma viagem que podia durar até quatro anos.

A gordura da baleia era fervida, para se transformar em óleo nos “traiois” e armazenado em barris, no porão. Os “traiois” eram dois caldeirões de ferro dentro de um forno de tijolos, construído no convés do navio. Foi a grande inovação tecnológica que possibilitou o sucesso da indústria baleeira ianque.

Os navios tinham tábuas de madeira suspensas a estibordo onde os membros da tripulação se colocavam para cortar as baleias, quando estas já estavam mortas e amarradas ao lado do navio.

O principal recurso da indústria em crescimento foi a caça sistemática de cachalotes (Physeter macrocephalus).

A frota de New Bedford atingiu o seu auge em 1857, com 329 navios avaliados em mais de $12 milhões, empregando mais de 10.000 homens.

Pergunta Guiada: Quais as imagens que os baleeiros representam com mais frequência em scrimshaw? O que é que essas imagens dizem sobre os valores, paixões e experiências dos baleeiros?

Atividade # 7 Fazer Scrimshaw

*** O mergulho mais profundo de uma baleia, de que há registo, é de 9,816 pés (2,992 metros) feito por uma baleia-bicuda-de-curvier/zífio. Esta permaneceu submersa durante 138 minutos.

 

Mapa da Baleação “À Volta do Mundo!”

Até 1848, os navios baleeiros navegavam através do estreito de Bering até ao ártico ocidental. O recurso principal tinha-se tornado a baleia-da-Groenlândia (Eubalæna mysticetus). Com a caça desta espécie, um novo capítulo na história da caça Americana à baleia tinha começado.

A baleia-da-Groenlândia é uma baleia com muita gordura, numa camada muito grossa e barbas que podem ter até 13 metros de comprimento. Caçar esta baleia era um trabalho perigoso, em mares gelados. Os mercados para o óleo da baleia e das barbas de baleia tinha sido constante durante muitos anos. As barbas eram amplamente utilizadas no fabrico de roupas femininas, como saias e espartilhos. Guarda-chuvas, chicotes para as charretes e em qualquer artigo que exigisse um componente forte, flexível e leve utilizavam-se as barbas; foi usado onde o plástico e o cabo-de-aço são usados ​​hoje.

Os navios baleeiros de New Bedford cruzaram todos os oceanos do globo. “Na sua busca de óleo”, escreve Richard Ellis no seu livro Homens e Baleias, “os baleeiros abriram o mundo, como os exploradores do Século XVI tinham feito durante a sua busca pela riqueza das Índias”.

Nos primeiros anos da caça Americana à baleia, as viagens eram restritas ao Oceano Atlântico. Uma rota comum era rumar ao sul na Primavera em direção às “Índias Ocidentais” (as Caraíbas) e, depois, aos Açores, parando nos portos destas ilhas Portuguesas, onde os baleeiros tinham acesso a alimentos frescos, a água e a equipa adicional de tripulantes. A partir daí, os navios atravessavam as ilhas de Cabo Verde e a costa oeste da África, antes de cruzar o Atlântico Sul para os Bancos do Brasil ou as Ilhas Falkland. Voltando à Nova Inglaterra, em Julho, os navios baleeiros eram apetrechados, então navegando para o Estreito de Davis entre a Gronelândia e a América do Norte no Verão. Essas viagens relativamente breves eram conhecidas como “baleação de pudim de ameixa”.

Os baleeiros ianques encontraram dezenas de pequenas ilhas e deram-lhes nomes americanos. Viram os misteriosos rostos de pedra da Ilha de Páscoa, as exuberantes ilhas do Havai, os assustadores campos de neve da Antártida. Navegaram para as águas Japonesas e de lá para o Oceano Ártico.

Pergunta Guiada: Qual foi o papel dos cabo verdianos na baleação ianque? Por que é que eles se envolveram?

Atividade # 8 Mapear uma viagem de baleação ianque

 

Os Produtos da Baleação

Óleo de cachalote

O óleo da gordura do cachalote, conhecido como “óleo do corpo” é da cor da palha. Tem qualidades particulares que o diferenciam de quase qualquer outro tipo de óleo. Por exemplo,  mantém as suas qualidades lubrificantes em temperaturas extremas, tornando-o ideal para luz e lubrificação rápida.  Outra característica é a sua excelente qualidade de iluminação. Queima muito claramente e de uma forma muito brilhante, sem fumo ou odor. Grandes quantidades de óleo de cachalote possibilitaram  a iluminação pública e privada, bem como faróis. Cerca de metade de todo o óleo de cachalote americano foi exportado para outros países.

 

Espermacete

Ao contrário de qualquer outro óleo de baleia, além do óleo do cachalote e do material encontrado na cabeça do botinhoso (Hyperoodon ampulatus), o espermacete é uma cera líquida. Era conhecido como “óleo de cabeça”, uma vez que foi encontrado nas cabeças de cachalotes onde a sua verdadeira função anatómica ainda é debatida.

Esta substância era embarrilada separadamente de quaisquer outros óleos, por ser o produto mais valioso. Tem um ponto de fusão elevado e queima de uma forma limpa, brilhante e sem odor. Fazia, por isso, as velas de mais alta qualidade. O seu grande poder de iluminação fez das velas de espermacete o padrão para medições fotométricas.

 

Óleo de Baleia

Ao contrário, o óleo de baleia, também conhecido como “azeite de baleia”, tinha tons variados de castanho, dependendo da idade da gordura de que foram fervidos e da saúde geral do animal de que foram obtidos. Os óleos de baleia foram os primeiros de todos os óleos – animal ou mineral – que atingiram uma expressão comercial. As fontes principais de óleo de baleia, na altura da baleação ianque, eram as baleias-francas, baleias-da-Groenlândia e  as baleias-jubarte. Comerciantes da baleação ianque,  por vezes, adotavam a frase “óleo castanho é melhor do que óleo nenhum”, nas suas instruções aos capitães dos navio que significa que, em vez de voltar para casa sem ter enchido o navio com óleo de cachalote, eles deveriam apanhar outras baleias também. O óleo de baleia tem uma história antiga, tendo sido usado na Europa medieval como um iluminante e um lubrificante, bem como alimento. Viu novos usos durante a Revolução Industrial do Século XIX, tanto na Europa como na América ao ser usado na preparação de aço, corte de parafuso e fabrico de cordas. Continuou a ser utilizado como um iluminante particularmente nos faróis dos mineiros. Alguns subprodutos do processo de refinação de óleo de baleia foram o sabão e estearina, um material que foi adicionado ao espermacete para diminuir a sua fragilidade e para fazer uma vela acesa mais suave.

 

Barbas de Baleia

Em vez de dentes, algumas baleias têm umas tiras longas, conhecidas como barbas, que estão presas ao céu-de-boca e que servem para filtrar o krill da água do mar. As barbas são feitas de queratina, a mesma substância encontrada em unhas, cabelos, cascos e garras. Foram usadas numa grande variedade de produtos do Século XIX:

  • Chicotes de charrete
  • Molas de carruagem
  • Espartilhos
  • Canas de pesca
  • Arcos para saias de senhora
  • Varetas de chapéu de chuva

 

Âmbar de Baleia (âmbar cinza)

É uma substância semelhante à cera, encontrada raramente, mas às vezes em quantidades relativamente grandes, nos intestinos do cachalote. Com a exceção de pérolas e coral é o produto mais valioso da caça à baleia. Embora o âmbar cinza fosse usado como afrodisíaco, incenso e medicina nos tempos antigos, veio a ser usado principalmente no fabrico de perfumes, pois serviu para conferir homogeneidade e permanência aos diferentes ingredientes empregados.

O âmbar de baleia é uma secreção no intestino de um cachalote, que é produzida como uma reação aos bicos, não digeridos, das lulas ingeridas. Desse âmbar é extraída uma proteína para o fabrico de perfume.

Pergunta Guiada: O que substituiu os produtos da baleia hoje?

Atividade # 9 Mesa de baleia

*** As baleias-francas são 3.810 vezes maiores do que o seu alimento favorito, copépodes. Este é, proporcionalmente à presa, o maior predador no mundo.

 

A Escuna Ernestina: Um Embaixador Marítimo Navegando

O Effie M. Morrissey, nomeado em honra da filha do seu primeiro capitão, foi lançado à água em 1894 como uma escuna de pesca (2 mastros, velas de popa a proa) projetado para os Grandes Bancos a sul de Nova Escócia e de Terra Nova. Foi bem sucedida até ao final da sua carreira de pesca em 1925, quando foi comprada pelo capitão Bob Bartlett, para a exploração do Ártico. Bartlett muitas vezes regressou com animais para jardins zoológicos locais e também usou a escuna para cruzeiros educacionais. Pouco depois da sua morte em 1946, o Morrissey pegou fogo e foi quase destruído. Foi então comprado pelo capitão Henrique Mendes, em Cabo Verde, renomeado Ernestina (em honra da filha do novo capitão) e foi usado como um navio comercial, trazendo pessoas e mercadorias de Cabo Verde para New Bedford entre 1946-1959. Mendes fez um acordo com fazendeiros locais de arandos, em Massachusetts, ajudando muitos imigrantes a encontrar trabalho. O Ernestina foi doado aos Estados Unidos, como um presente, em 1975, regressando aos Estados Unidos em 1982 e foi estabelecido como um marco nacional em New Bedford, em 1990. Hoje, é o terceiro navio mais velho deste país e um dos navios, ainda a flutuar, mais velhos no mundo (ambos os títulos são detidos pelo USS Constitution, sendo a segunda embarcação mais velha dos Estados Unidos é Charles W. Morgan).

Porque é que o Ernestina conseguiu mudar o nome sem se preocupar com a má sorte? Se olhar para a placa de identificação na escuna, verá que os novos proprietários nunca retiraram o nome anterior. Por isso Effie M. Morrissey ainda é visível.

 

O Declínio da Baleação Ianque

Em 1859, a descoberta de petróleo na Pensilvânia causou o declínio dos produtos de cachalote no mercado. A Guerra Civil Americana (1861-1865), como em guerras anteriores, foi muito prejudicial para a frota baleeira. Navios confederados do Sul destruíram mais de 50 baleeiros ianques. A abertura da ferrovia transcontinental em 1869 consolidou ainda mais o negócio baleeiro, fazendo de São Francisco um centro importante. Além disso, dois grandes desastres no Ártico (em 1871 e 1876) destruíram 30 navios de New Bedford, presos e esmagados pelo gelo, causando perdas de milhões de dólares, tendo os proprietários, raramente, capacidade para os substituírem, enquanto os mercados de produtos de baleia continuavam em declínio.

 

A Comunidade Americano – Cabo Verdiana em New Bedford

A expansão global da baleação na América foi um catalisador para a imigração e New Bedford tornou-se uma verdadeira “Ilha Ellis de Cabo Verde”. No início, os capitães de navios baleeiros reconheceram as habilidades marítimas dos cabo verdianos e encorajaram-nos a se juntarem como tripulantes. Com o tempo, as famílias seguiram-nos para a América. À medida que a caça à baleia diminuiu e o fabrico industrial aumentou, surgiram novos padrões de imigração, impulsionados pela oportunidade económica e pela esperança de uma nova vida na América.

 

Pergunta Guiada: O que querem dizer com “Ilha Ellis de Cabo Verde?”

Atividade #10 Valentim de Marinheiro

 

*** Pode-se dizer a idade de uma baleia, olhando para a quantidade de cera na sua orelha. A cera tem um padrão de camadas que os cientistas cortam ao comprido para avaliar a idade da baleia.

*** Existem 22 espécies de baleias com bico. Estas são espécies de águas abertas que tendem a viver longe das costas. Nenhuma das fémeas tem dentes.