Luz Interior: O Mundo de William Bradford

Exposição dedicada a Richard Cory Kugler

Datas da Exposição: 1 de Julho de 2016 – Maio 2017

Galeria Família Wattles e Galeria Família Braitmayer

Catálogo da Exposição disponível na loja do Museu A Baleia Branca

Destacando a extensa coleção do Museu da Baleia de pinturas a óleo, aguarelas e cadernos de desenho de William Bradford (1823-1892), Luz Interior [Inner Light] é uma exposição retrospectiva da vida deste artista regional importante, da sua carreira, das suas ligações e influências. Um filho de New Bedford, as ligações de Bradford com alguns dos  mais proeminentes, artistas, colecionadores e pensadores de seu tempo colocou-o num papel influente no centro da cultura e arte em meados do século XIX. Um dos destaques desta exposição é a exibição, pela primeira vez, da pintura a óleo de Bradford, Schooner Ellenor, Boston, um recente presente de Herbert e Patricia Pratt. Esta pintura é uma adição importante à nossa coleção de Bradford, que é uma das maiores do mundo. Objetos recém-conservados da coleção também estarão em exibição.

 

William Bradford Sky Study

Estudo Atmosférido do Céu. William Bradford, c. 1860. Óleo em papel, 10 x 14 ¾ pol.

 

Luz Interior explora as ligações e influências de Bradford dentro do Século XIX.  A sua família era proprietária do navio baleeiro Acushnet, o qual levou Herman Melville na sua viagem inspiracional de caça à baleia.  Bradford estudou com Albert van Beest, que partilhou o estudio de Bradford em Fairhaven e trouxe a tradição marinha Holandesa para New Bedford. Bradford também foi influenciado pelo trabalho de Fitz Henry Lane, um dos mais importantes pintores Luministas da América. O trabalho destes artistas caracterizou-se pelos efeitos da luz nas paisagens, na atmosfera poética e muitas vezes sublime e na perspectiva aérea. Como professor, ele e van Beest ensinaram um jovem R. Swain Gifford e, depois, inspiraram os estudos de Lemuel Eldred. Bradford também teve uma estreita amizade com Albert Bierstadt e a sua pintura O Porto de New Bedford ao Pôr-do-Sol [New Bedford Harbour at Sunset] foi incluído na Exposição de Arte de New Bedford organizada por Bierstadt, em 1858. Bradford pintava num estúdio adjacente ao do seu amigo, em Nova Iorque e mais tarde seguiu Bierstadt para o Vale de Yosemite. Outras ligações incluem o Transcendentalista Daniel Ricketson e o poeta Henry David Thoreau que visitaram o estúdio de Bradford e o poeta Americano John Greenleaf Whittier que dedicou poemas ao artista, dos quais algumas linhas estão inscritos na sepultura de Bradford em New Bedford. Bradford recebeu ainda uma encomenda, da família real para criar a pintura The Panther of Melville Bay para a Rainha Victoria depois da Rainha ter visto Sealers Crushed in Ice numa exposição em Londres. As “grandes pinturas” de Bradford, tais como Sealers Crushed in Ice, do Museu, pertenciam a uma nova tradição forjada em meados do século XIX, quando cicloramas, os panoramas e as Feiras Mundiais competiam para entreter o público com as maravilhas das inovações humanas, aventuras e natureza.

 

Como muitos outros da sua época, Bradford era um artista-explorador. Fez seis viagens ao Ártico entre 1861 e 1869 e aventurou-se à Califórnia e ao grande Oeste para poder acompanhar Bierstadt. Outros artistas deste género foram Frederic Church, que viajou para a América do Sul e para o Ártico e Martin Johnson Heade, que foi para o Brasil. Estes esforços olhavam para um “passado alternativo” que glorificava a natureza numa experiência pré-industrializada e quase exclusivamente Americana. O seu realismo empírico e diálogo sem palavras com a natureza foram as marcas do luminismo.

 

View of the Sermitsialik Glacier by William Bradford,

Vista do Sermitsialik Glacier. William Bradford, 1873. Óleo em tela, 18 ¼ x 30 ½ pol. Oferta de Dr. K. Wineland. 1981.55

 

Uma exposição no Museu organizada por John Wilmerding, em 1969, foi instrumental para chamar à atenção o trabalho e a carreira de William Bradford. Esta exposição viajou até ao Museu de DeCordova e incluiu 53 óleos e 33 em outros meios extraídos de todas as fases da carreira de Bradford. William Bradford: Veleiros e Mares do Ártico, comissariado pelo Diretor Emérito Dick Kugler, comemorou o centenário da Old Dartmouth Historical Society, em 2003. Em 2013, a exposição Regiões do Ártico [Arctic Regions] focou as pinturas e fotografias do Ártico do artista, pelo conservador Michael Lapides .

Luz Interior inclui obras de Bradford de coleções do Museu, juntamente com obras de Bierstadt, Eldred, Gifford e outros que fizeram parte integrante da sua história. Uma exposição de manuscritos, cadernos de desenho e trabalhos sobre papel também será exibida na Sala de Leitura Grimshaw-Gudewicz do Museu. Uma reprodução do estúdio de Bradford em Nova Iorque está planeada para o Escritório do Presidente do Banco, ao lado da Galeria Família Wattles. O estúdio dos anos 1860 foi decorado como um grande gabinete de curiosidades do norte, completo com uma pele de urso polar, tapetes de pele de foca, esculturas de morsa e marfim e utensílios inuítes para caça e pesca.

Um catálogo com alguns textos da Dra. Christina Connett e Administradores Barbara Moss e Keith Kauppila acompanha a exposição. Este catálogo inclui obras nunca antes reproduzidas em catálogos anteriores sobre o artista.