Early 20th Century Norwegian Whaling in Co. Mayo, Ireland

Early 20th Century Norwegian Whaling in Co. Mayo, Irlanda

Uma Exposição de Fotografias

Data de Abartura: 21 de Outubro de 2016

Apresentada pelo Serviço Nacional de Parques & Animais Selvagens, Ballycroy, Westport, Co Mayo

Artigo por Denis Strong, Gerente Divisional, Serviço Nacional de Parques e Animais Selvagens, Irlanda

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Exposição Fome, Amigos e Fenianos  |  Fome, Amigos e Fenianos Artigo buletim  por Peter F. Stevens e Catherine B. Shannon, Ph.D.

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Norwegian Whaling Photography

 

Arpão E.C.B  – Ilhas Inishkea, 1908. Fotografado por R.M. Barrington

 

 

No início do Século XX, as baleias eram consideradas prémios devido à sua carne e óleos.  A Noruega impôs uma proibição de dez anos de baleação nos seus mares em 1904 devido à escassez das espécies.  Como resultado, os baleeiros Noruegueses quiseram expandir as suas operações para outras áreas.

Em 1908, foram feitas tentativas, por dois empresários Noruegueses, para estabelecerem uma estação na Ilha de Shetland ao largo da costa da Escócia.  Quando esta tentativa falhou, uma segunda foi estabelecida em Arranmore em Co. Donegal, na Irlanda.   A oposição dos interesses da pesca local comercial abortou ambas as apostas. No entanto, graças a um homem de Youghal, Co. Cork, foi construída uma estação em Rusheen, no Sul de Inishkea, Co. Mayo. Os noruegueses mantiveram o nome comercial de Arranmore Whaling Co.

A estação em Rusheen, foi inundada com problemas, tendo a companhia teve que lidar com alguns insulares militantes. Cerca de 30 habitantes locais foram empregados em Rusheen. Todos os homens eram do Sul de Inishkea, uma vez que os ilhéus se recusaram a permitir que estranhos do continente viessem trabalhar na estação, bem como habitantes da vizinha Ilha do Norte. O supervisor e pessoa encarregue do relógio de ponto, Johnny O’Donnell, era o ‘rei’ da ilha e desfrutava da distinção de ser o dono da única habitação na ilha com o chão assoalhado. A estação teve a sua melhor lota de 102 baleias em 1909, incluindo baleias azuis, baleias comuns e cachalotes entre as baleias caçadas. A gordura e o óleo de baleia eram exportados, principalmente, para a Escandinávia e um moinho no local moía os ossos de baleia para ser usado como farinha. No entanto, em 1912, o número de baleias capturadas diminuiu para apenas 26. Em 1914, a empresa estava fortemente em dívida e em 4 de Janeiro de 1915, a Arranmore Whaling Co.  deixou oficialmente de existir.

Outro norueguês, um homem de negócios charmoso e perspicaz, o Capitão Lorentz Bruun, que teve um envolvimento temporário com a Arranmore Whaling Company tinha obtido um local para uma estação já em 1908, no lado leste da Península Mullet, em Blacksod Bay. A caça à baleia começou no verão de 1910.

O pessoal regular na estação compreendia aproximadamente 20 noruegueses e 30 irlandeses a partir de 1911, que iam tomando o lugar dos noruegueses, ao mesmo tempo que desenvolviam as suas habilidades. Aos trabalhadores locais foi oferecido café, pela primeira vez e, uma vez que não tinham muita roupa, ficaram surpreendidos ao ter conhecimento que os Noruegueses trocavam de roupa para a refeição da noite.

Como em Inishkea, quando uma baleia era trazida, a mesma era amarrada numa bóia até que os homens estivessem prontos para lidar com ela. Era então rebocada para o fundo da rampa por um barco a remos. Uma corda de aço arrastava a baleia para cima para plataforma.. Uma vez em posição, a baleia era despojada da sua “manta” de gordura, um trabalho atribuído a dois noruegueses, mas mais tarde dado aos trabalhadores locais, uma vez que haviam adquirido as habilidades necessárias. Quando a gordura era descascada a mesma era dividida em blocos mais manuseáveis ​​e, em seguida, atirados para uma caldeira.

A eclosão da Primeira Guerra Mundial foi o fim da caça à baleia em North Mayo. Toda a pesca parou em Agosto de 1914 e os Noruegueses partiram para casa. A estação foi tomada em 1915 pelo almirantado Britânico que a usou como uma base do patrulha até 1918. Quando a guerra terminou, Bruun procurou recomeçar a baleação em Blacksod. Morreu no dia de Natal de 1924, e na sua ausência, a companhia de Blacksod não teve nenhuma força motriz. A empresa vacilou devido à falta de procura por óleo de baleia e má gestão e foi dissolvida em 1932, acabando com a turbulenta e de curta duração associação  de Mayo com a baleação.