Benjamin Russell: Artista-Baleeiro, Empreendedor

 

Datas de Exibição:  10 de Abril de 2014 – Fevereiro de 2015

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O apoio para esta exposição foi fornecido pela Fundação Ladera.

 

Benjamin Russell: Artista-Baleeiro, Empreendedor explorou o autodidatismo de Russell (1804-1885) e o trabalho subsequente, visando uma audiência com conhecimento especializado na caça à baleia.

Russell nasceu numa das famílias baleeiras mais antigas de New Bedford.  A sua precoce carreira mostrou sinais auspiciosos de um destino comum, marcado com o sucesso financeiro relacionado com a baleação, pois tinha sociedades em dez navios entre 1829 e 1833, ainda enquanto empregado na empresa de família de Seth Russell & Sons. Russell acabou por se tornar num dos primeiros diretores do Banco Marítimo de New Bedford e até especulou no mercado imobiliário. No entanto, a fortuna de Russell desapareceu abruptamente, quando este  foi vítima da crise bancária Jacksonian, na década de 1830. Vários bancos solicitaram de volta os seus empréstimos, forçando Russell a liquidar as suas participações. Como resultado, Russell ficou sem nenhuma ação em qualquer navio ou propriedade e começou a afundar-se cada vez mais em dívidas.

 

Com esposa e três filhos, o que havia um jovem empreendedor de New Bedford de fazer, senão ir para o mar? Russell deixou a sua família para trás e alistou-se a bordo do navio Kutusoff de New Bedford, com rumo aos Oceanos Índico e Pacífico, numa viagem de baleação de 1841 a 1845. Durante quarenta e dois meses a bordo do Kutusoff, Russell aprendeu os detalhes de navios baleeiros e caça à baleia, enquanto ele fazia ensaios e esboços para pintar estes assuntos em detalhe.

 

O único registo público desta faceta autodidata de Russell, a bordo do Kutusoff, apareceu no seu obituário, impresso no New Bedford Evening Standard a 4 de Março de 1885. No entanto, esta exposição revelou pesquisas recentes corroborando a ideia de que Russell praticou a bordo do Kutusoff, três anos antes do projeto do panorama. Várias fontes, incluindo diários de bordo, registos familiares e  jornais, recontaram a história do desenvolvimento artístico de Russell. A exposição também apresentou artefactos relacionados com o panorama em movimento e obras de contemporâneos de Russell, além de litografias e pinturas do próprio Russell. O Museu da Baleia possui, na sua vasta coleção de Russell, dois dos primeiros retratos de navios encomendados. Muitas das pinturas de Russell nunca tinham sido vistas pelo público, antes desta exposição.

 

A obra completa de Russell consiste em mais de cem pinturas e uma dúzia de litografias resultantes de encomendas específicas ou produzidas simplesmente como objetos especulativos para venda geral. O Museu da Baleia possui vários exemplos de litografias de Russell e mais de trinta pinturas, que vão desde retratos de navios e cenas de baleação a representações da vida quotidiana. Cada um dos trabalhos de Russell, finamente detalhados, partilha um fio comum relacionado a New Bedford e à sua indústria baleeira. Um registo completo da coleção Benjamin Russell do Museu da Baleia aparece num catálogo que acompanhou a exposição.

Benjamin Russell: Artista-Baleeiro, Empreendedor ofereceu uma nova visão da arte de Russell a partir da perspectiva do seu meio social e económico. A exposição demonstrou que Russell adquiriu os seus conhecimentos artísticos e técnicos sobre a caça à baleia enquanto a bordo do Kutusoff. Russell aproveitou este conhecimento e habilidade durante o auge da indústria baleeira de New Bedford, resultando em várias iniciativas artísticas e empreendedoras. Produziu ainda uma impressionante coleção de obras de arte que documentam o tecido do seu tempo e lugar na história.

 

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A pintura de Benjamin Russell e Caleb Purrington, a Viagem Baleeira À Volta do Mundo (1848) com oito pés de altura e 1.295 pés de comprimento é, provavelmente, a pintura original mais longa do mundo.   Uma obra de arte altamente descritiva e um documento histórico significativo, o panorama em movimento descreve a expansão da hegemonia da indústria comercial baleeira Americana a todo o mundo, simplesmente acompanhando a viagem de um único navio baleeiro de New Bedford.